sexta-feira, 11 de abril de 2008

Dificultando a vida dos camelôs

Para o superintendente da Distrital do comércio de Santana, João de Favari, a quantidade de camelôs é um dos principais problemas da região, porém e está longe de ser o último. Mas ações do antigo subprefeito Roberto Piteri fizeram com que esse número diminuísse em torno de 20 a 30%, com a redução dos tamanhos das barracas aumentando o espaço entre cada uma delas e permitindo trabalhar apenas os camelôs legalizados.

E aponta que dentre as intervenções feitas pela policia militar, civil e guarda civil metropolitana, muitas vezes eles encontram entre os ambulantes, pessoas condenadas pela justiça.

Nas ruas foram entrevistados camelôs que trabalham na região de Santana, e apenas um deles não possui a Termo de Permissão de Uso (TPU), e tem menos de um ano de serviço. Dentre eles um teve suas mercadorias apreendidas mesmo sendo legalizado. Os ambulantes foram todos unânimes em dizer que não recebem apoio de ninguém quando necessário e que se sente sim excluídos pela sociedade e pelo governo. Oswaldo Grande trabalha há 32 anos como camelô, e 20 anos em Santana e é legalizado, há cerca de um mês atrás teve suas mercadorias apreendidas, após ter saído para buscar seu almoço. Já chegou pagar cerca de R$ 300,00 para recuperar seu material de trabalho, e não conseguiu retirar a mesma.

Agora de um lado estão os camelôs que querem trabalhar e do outro estão aqueles que dificultam seus trabalhos.

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